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Preparo do paciente N/A
Volume necessário 2 mL de sangue total em tubo EDTA e Aspirado de linfonodo.
Forma de envio Sob refrigeração
Espécies validadas Multi espécies
O que é o exame?
A citometria de fluxo é uma técnica avançada de diagnóstico que avalia características físicas e
imunofenotípicas das células por meio da utilização de anticorpos monoclonais marcados com fluorocromos. O
exame permite identificar e quantificar populações celulares específicas presentes no sangue periférico,
aspirados de linfonodos e outros tecidos.
Para que serve?
• Diferenciar processos reativos de neoplasias hematopoéticas.
• Auxiliar no diagnóstico de linfomas e leucemias.
• Determinar o imunofenótipo das células neoplásicas (linhagem B ou T).
• Auxiliar na classificação das doenças linfoproliferativas.
• Complementar os achados citológicos, hematológicos e histopatológicos.
• Auxiliar na definição prognóstica e terapêutica.
Quando o exame deve ser solicitado?
• Linfadenomegalia persistente.
• Linfocitose persistente ou inexplicada.
• Suspeita de linfoma.
• Suspeita de leucemia.
• Presença de populações linfocitárias atípicas no hemograma ou citologia.
• Recidiva ou monitoramento de neoplasias hematopoéticas.
• Resultados inconclusivos na citologia ou histopatologia.
Para quais pacientes é indicado?
• Sangue Total.
• Cães e gatos com linfocitose persistente.
• Suspeita de leucemia linfoide.
• Monitoramento de doenças linfoproliferativas.
• Avaliação complementar de alterações hematológicas.
• Aspirado de Linfonodo.
• Cães e gatos com aumento de linfonodos.
• Suspeita de linfoma.
• Diferenciação entre hiperplasia linfoide reativa e neoplasia.
• Estadiamento de doenças hematopoéticas.
Observação Técnica
A citometria de fluxo não substitui a citologia ou a histopatologia, sendo considerada uma ferramenta
complementar para caracterização imunofenotípica celular. A qualidade da amostra é fundamental para a
confiabilidade do resultado. Amostras com baixa celularidade, intensa degeneração celular, coagulação ou
tempo prolongado entre coleta e processamento podem comprometer a análise. Em casos de suspeita de
linfoma, recomenda-se o envio concomitante de citologia e histórico clínico para correlação diagnóstica. A
determinação do imunofenótipo (linfócitos B ou T) possui importante valor prognóstico, especialmente em cães com linfoma multicêntrico. Material Sangue total em EDTA. Aspirado de linfonodo em meio apropriado para citometria de fluxo. Prazo e conservação da amostra Recomenda-se encaminhamento imediato ao laboratório. Manter refrigerado entre 2°C e 8°C. Evitar congelamento. O processamento ideal deve ocorrer em até 24 horas após a coleta.
Referência: Veterinary Hematology and Clinical Chemistry Cowell and Tyler’s Diagnostic Cytology and Hematology of the Dog and
Cat Withrow and MacEwen’s Small Animal Clinical Oncology Diretrizes da Veterinary Cancer Society para diagnóstico de neoplasias
hematopoéticas.
Preparo do paciente N/A
Volume necessário 2 mL de sangue total em tubo EDTA
Forma de envio Sob refrigeração
Espécies validadas Multi espécies
O que é o exame?
É a avaliação morfológica detalhada dos leucócitos presentes no esfregaço sanguíneo, permitindo identificar
alterações quantitativas e qualitativas das células da série branca.
Para que serve?
• Avaliar processos inflamatórios.
• Identificar infecções.
• Detectar alterações reativas ou neoplásicas.
• Complementar a interpretação do leucograma.
Quando o exame deve ser solicitado?
• Leucocitose ou leucopenia.
• Presença de células atípicas no hemograma.
• Suspeita de leucemias.
• Processos infecciosos ou inflamatórios graves.
Para quais pacientes é indicado?
• Pacientes com alterações leucocitárias.
• Investigação de doenças hematológicas.
• Casos de suspeita de neoplasias hematopoiéticas.
Observação Técnica
A avaliação morfológica dos leucócitos pode revelar alterações não detectadas pelos analisadores
automatizados, como toxicidade neutrofílica, blastos e atipias celulares.
Preparo do paciente N/A
Volume necessário 2 mL de sangue total em tubo EDTA.
Forma de envio Sob refrigeração
Espécies validadas Multi espécies
O que é o exame?
O Teste de Coombs Direto, também denominado Teste de Antiglobulina Direta, é um exame imunológico
utilizado para detectar imunoglobulinas e/ou complemento aderidos à superfície das hemácias. O uso de
reagentes espécie-específicos aumenta a sensibilidade e a especificidade do teste em medicina veterinária.
Para que serve?
• Auxiliar no diagnóstico da anemia hemolítica imunomediada (AHIM).
• Investigar hemólise de origem imunológica.
• Complementar a avaliação de anemias regenerativas.
• Auxiliar na investigação de doenças autoimunes e infecciosas associadas à destruição eritrocitária.
Quando o exame deve ser solicitado?
• Presença de anemia regenerativa.
• Evidência de hemólise intravascular ou extravascular.
• Esferocitose em cães.
• Autoaglutinação persistente.
• Icterícia associada à anemia.
• Suspeita de anemia hemolítica imunomediada primária ou secundária.
Para quais pacientes é indicado?
• Cães e gatos com suspeita de AHIM.
• Pacientes com hemólise sem causa definida.
• Animais com doenças infecciosas associadas à destruição eritrocitária.
• Casos de investigação hematológica avançada.
Observação Técnica
Um resultado positivo apoia o diagnóstico de anemia hemolítica imunomediada (AHIM), porém deve sempre
ser interpretado em conjunto com o histórico clínico, exame físico, hemograma e avaliação morfológica
sanguínea. O uso prévio de corticosteroides ou outros medicamentos imunossupressores pode reduzir a
quantidade de imunoglobulinas aderidas às hemácias, resultando em diminuição da sensibilidade do teste e
possíveis resultados falso-negativos. Sempre que possível, recomenda-se realizar a coleta antes do início da
terapia imunossupressora. Além disso, um resultado negativo não exclui completamente anemia hemolítica
imunomediada, especialmente em pacientes sob tratamento ou em fases iniciais da doença.
Referência: Veterinary Hematology and Clinical Chemistry Schalm’s Veterinary Hematology Small Animal Clinical Diagnosis by
Laboratory Methods
Preparo do paciente N/A
Volume necessário 2 mL de sangue total em tubo EDTA.
Forma de envio Sob refrigeração
Espécies validadas Multi espécies
O que é o exame?
É um exame microscópico realizado para detectar a presença de microfilárias circulantes no sangue periférico,
principalmente associadas à dirofilariose canina.
Para que serve?
• Auxiliar no diagnóstico da dirofilariose.
• Detectar microfilárias circulantes.
• Contribuir para a investigação de hemoparasitoses filariais.
• Auxiliar no monitoramento epidemiológico.
Quando o exame deve ser solicitado?
• Suspeita clínica de dirofilariose.
• Tosse crônica.
• Intolerância ao exercício.
• Dispneia.
• Alterações cardíacas ou pulmonares.
• Animais residentes ou provenientes de áreas endêmicas.
Para quais pacientes é indicado?
• Cães com suspeita de dirofilariose.
• Pacientes com sinais cardiorrespiratórios.
• Animais submetidos à triagem preventiva.
• Programas de controle epidemiológico.
Observação Técnica
A ausência de microfilárias não exclui dirofilariose. Em casos suspeitos recomenda-se associar métodos de
concentração, como o Teste de Knott Modificado, e testes de detecção de antígeno.
Preparo do paciente N/A
Volume necessário 1,6 de sangue total em tubo de tampa PRETA, com citrato de sódio a 3,8%.
Forma de envio Sob refrigeração
Espécies validadas Multi espécies
O que é o exame?
A VHS mede a velocidade com que as hemácias sedimentam em uma coluna de sangue durante um período
determinado.
Para que serve?
• Auxiliar na detecção de processos inflamatórios.
• Complementar a avaliação clínica de doenças crônicas.
• Auxiliar no monitoramento terapêutico.
Quando o exame deve ser solicitado?
• Suspeita de inflamação crônica.
• Doenças infecciosas.
• Doenças imunomediadas.
• Monitoramento de processos inflamatórios.
Para quais pacientes é indicado?
• Cães e gatos.
• Pacientes com doenças inflamatórias crônicas.
Observação Técnica
A VHS possui menor sensibilidade e especificidade que os marcadores inflamatórios modernos, devendo ser
interpretada juntamente com hemograma, fibrinogênio e proteína C reativa quando disponível.
Preparo do paciente N/A
Volume necessário 0,5 a 1,5 2 mL de aspirado medular. Uma parte do material pode ser transferida para um
tubo com anticoagulante EDTA (tampa roxa) conforme a finalidade do teste, enquanto a
outra deve se colher as espículas do aspirado medular e confeccionar as laminas).
Forma de envio Sob refrigeração
Espécies validadas Multi espécies
O que é o exame?
O mielograma é a avaliação citológica da medula óssea obtida por punção aspirativa, permitindo analisar a
produção e maturação das células hematopoéticas.
Para que serve?
• Avaliar a função da medula óssea.
• Investigar anemias não regenerativas.
• Diagnosticar leucemias.
• Identificar infiltrações neoplásicas.
• Avaliar distúrbios hematopoiéticos.
Quando o exame deve ser solicitado?
• Citopenias persistentes.
• Anemia arregenerativa.
• Leucopenia ou trombocitopenia sem causa definida.
• Suspeita de leucemia.
• Presença de células atípicas no sangue periférico.
Para quais pacientes é indicado?
• Cães e gatos com alterações hematológicas persistentes.
• Investigação de doenças medulares.
• Pacientes com suspeita de neoplasias hematopoéticas.
Observação Técnica
O mielograma deve ser interpretado em conjunto com o hemograma, histórico clínico, exame físico e, quando
indicado, histopatologia de medula óssea.
Referência: Veterinary Hematology and Clinical Chemistry Cowell and Tyler’s Diagnostic Cytology and Hematology of the Dog and
Cat.