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O que é o exame?
O TSH é um hormônio produzido pela hipófise responsável por estimular a glândula tireoide.
Para que serve?
• Auxiliar no diagnóstico de hipotireoidismo primário.
• Complementar a interpretação do T4 Total e T4 Livre.
Quando o exame deve ser solicitado?
• Suspeita de hipotireoidismo.
• Alterações dermatológicas.
• Ganho de peso.
• Letargia.
Para quais pacientes é indicado?
• Cães com suspeita de hipotireoidismo.
Observação Técnica
O diagnóstico de hipotireoidismo não deve ser baseado em um único hormônio. A interpretação conjunta de T4
Total, T4 Livre, TSH e sinais clínicos aumenta significativamente a precisão diagnóstica.
Referência: ACVIM Consensus Statement on Hypothyroidism. Thrall MA.
O que é o exame?
O T4 Livre corresponde à fração biologicamente ativa da tiroxina não ligada às proteínas plasmáticas.
Para que serve?
• Complementar a avaliação da função tireoidiana.
• Auxiliar no diagnóstico de hipotireoidismo.
• Diferenciar alterações tireoidianas verdadeiras da Síndrome do Eutireoideo Doente.
Quando o exame deve ser solicitado?
• Resultados inconclusivos de T4 Total.
• Suspeita de hipotireoidismo.
• Pacientes com doenças sistêmicas concomitantes.
Para quais pacientes é indicado?
• Cães com suspeita de hipotireoidismo.
• Casos com resultados laboratoriais duvidosos.
Observação Técnica
O T4 Livre apresenta maior sensibilidade diagnóstica para hipotireoidismo quando comparado ao T4 Total.
Referência: Thrall MA. Nelson RW, Couto CG
O que é o exame?
O T4 Total representa a concentração sérica total de tiroxina circulante, incluindo as frações livre e ligada às
proteínas plasmáticas.
Para que serve?
• Triagem inicial da função tireoidiana.
• Auxiliar no diagnóstico de hipotireoidismo em cães.
• Auxiliar no diagnóstico de hipertireoidismo em gatos.
• Monitorar terapia hormonal.
Quando o exame deve ser solicitado?
• Letargia.
• Ganho de peso.
• Alterações dermatológicas.
• Polifagia associada à perda de peso em gatos.
• Monitoramento terapêutico.
Para quais pacientes é indicado?
• Cães.
• Suspeita de hipotireoidismo.
• Gatos.
• Suspeita de hipertireoidismo.
Observação Técnica
Doenças sistêmicas não tireoidianas e diversos medicamentos podem reduzir os níveis séricos de T4 Total,
fenômeno conhecido como Síndrome do Eutireoideo Doente.
Referência: Ettinger SJ, Feldman EC. Textbook of Veterinary Internal Medicine. Thrall MA. Veterinary Hematology and Clinical
Chemistry.
O que é o exame?
O T3 (Triiodotironina) é um hormônio tireoidiano biologicamente ativo, produzido em pequena parte pela
glândula tireoide e principalmente pela conversão periférica do T4.
Para que serve?
• Auxiliar na avaliação da função tireoidiana.
• Complementar a investigação de hipotireoidismo.
• Auxiliar na interpretação de alterações hormonais tireoidianas.
Quando o exame deve ser solicitado?
• Suspeita de hipotireoidismo.
• Alterações dermatológicas.
• Letargia.
• Ganho de peso sem causa aparente.
• Avaliação complementar do perfil tireoidiano.
Para quais pacientes é indicado?
• Cães com suspeita de hipotireoidismo.
• Avaliação complementar de doenças tireoidianas.
Observação Técnica
O T3 Total possui menor sensibilidade diagnóstica para hipotireoidismo quando comparado ao T4 Total, T4
Livre e TSH. Não deve ser utilizado isoladamente para diagnóstico.
Referência: Thrall MA. Veterinary Hematology and Clinical Chemistry. 3ª ed. Nelson RW, Couto CG. Small Animal Internal Medicine
Preparo do paciente N/A
Volume necessário 2 mL de sangue total em tubo EDTA e Aspirado de linfonodo.
Forma de envio Sob refrigeração
Espécies validadas Multi espécies
O que é o exame?
A citometria de fluxo é uma técnica avançada de diagnóstico que avalia características físicas e
imunofenotípicas das células por meio da utilização de anticorpos monoclonais marcados com fluorocromos. O
exame permite identificar e quantificar populações celulares específicas presentes no sangue periférico,
aspirados de linfonodos e outros tecidos.
Para que serve?
• Diferenciar processos reativos de neoplasias hematopoéticas.
• Auxiliar no diagnóstico de linfomas e leucemias.
• Determinar o imunofenótipo das células neoplásicas (linhagem B ou T).
• Auxiliar na classificação das doenças linfoproliferativas.
• Complementar os achados citológicos, hematológicos e histopatológicos.
• Auxiliar na definição prognóstica e terapêutica.
Quando o exame deve ser solicitado?
• Linfadenomegalia persistente.
• Linfocitose persistente ou inexplicada.
• Suspeita de linfoma.
• Suspeita de leucemia.
• Presença de populações linfocitárias atípicas no hemograma ou citologia.
• Recidiva ou monitoramento de neoplasias hematopoéticas.
• Resultados inconclusivos na citologia ou histopatologia.
Para quais pacientes é indicado?
• Sangue Total.
• Cães e gatos com linfocitose persistente.
• Suspeita de leucemia linfoide.
• Monitoramento de doenças linfoproliferativas.
• Avaliação complementar de alterações hematológicas.
• Aspirado de Linfonodo.
• Cães e gatos com aumento de linfonodos.
• Suspeita de linfoma.
• Diferenciação entre hiperplasia linfoide reativa e neoplasia.
• Estadiamento de doenças hematopoéticas.
Observação Técnica
A citometria de fluxo não substitui a citologia ou a histopatologia, sendo considerada uma ferramenta
complementar para caracterização imunofenotípica celular. A qualidade da amostra é fundamental para a
confiabilidade do resultado. Amostras com baixa celularidade, intensa degeneração celular, coagulação ou
tempo prolongado entre coleta e processamento podem comprometer a análise. Em casos de suspeita de
linfoma, recomenda-se o envio concomitante de citologia e histórico clínico para correlação diagnóstica. A
determinação do imunofenótipo (linfócitos B ou T) possui importante valor prognóstico, especialmente em cães com linfoma multicêntrico. Material Sangue total em EDTA. Aspirado de linfonodo em meio apropriado para citometria de fluxo. Prazo e conservação da amostra Recomenda-se encaminhamento imediato ao laboratório. Manter refrigerado entre 2°C e 8°C. Evitar congelamento. O processamento ideal deve ocorrer em até 24 horas após a coleta.
Referência: Veterinary Hematology and Clinical Chemistry Cowell and Tyler’s Diagnostic Cytology and Hematology of the Dog and
Cat Withrow and MacEwen’s Small Animal Clinical Oncology Diretrizes da Veterinary Cancer Society para diagnóstico de neoplasias
hematopoéticas.
Preparo do paciente N/A
Volume necessário 2 mL de sangue total em tubo EDTA
Forma de envio Sob refrigeração
Espécies validadas Multi espécies
O que é o exame?
É a avaliação morfológica detalhada dos leucócitos presentes no esfregaço sanguíneo, permitindo identificar
alterações quantitativas e qualitativas das células da série branca.
Para que serve?
• Avaliar processos inflamatórios.
• Identificar infecções.
• Detectar alterações reativas ou neoplásicas.
• Complementar a interpretação do leucograma.
Quando o exame deve ser solicitado?
• Leucocitose ou leucopenia.
• Presença de células atípicas no hemograma.
• Suspeita de leucemias.
• Processos infecciosos ou inflamatórios graves.
Para quais pacientes é indicado?
• Pacientes com alterações leucocitárias.
• Investigação de doenças hematológicas.
• Casos de suspeita de neoplasias hematopoiéticas.
Observação Técnica
A avaliação morfológica dos leucócitos pode revelar alterações não detectadas pelos analisadores
automatizados, como toxicidade neutrofílica, blastos e atipias celulares.